Parque Estadual das Sete Passagens

Decreto de criação:
Decreto Estadual nº 7.808 de 24 de maio de 2000

Importância do Parque Estadual das Sete Passagens
O Parque Estadual das Sete Passagens abriga potencial hídrico de grande importância local, por estar situado no polígono das secas. No Parque e no seu entorno existem inúmeras nascentes que suprem riachos, que por sua vez contribuem sobremaneira para alimentar o Rio Itapicuru-mirim, afluente importante da Bacia do Rio Itapicuru.

Constituindo um dos remanescentes da Mata Atlântica, localizado ao Sul da Serra de Jacobina e constituído pelas Serras do Campo Limpo, da Sapucaia e da Jaqueira, o Parque caracteriza-se como Refúgio Biológico, possuindo áreas com grande necessidade de preservação ambiental pela exuberante vegetação, alta diversidade florística e faunística, contendo espécies ameaçadas de extinção.

Localização e área
O Parque Estadual das Sete Passagens fica localizado no município de Miguel Calmon, inserido na Bacia hidrográfica do rio Itapicuru. Possui uma área estimada de 2.821ha.

Atributos Naturais
Possui a avifauna diversificada, onde foi detectada a presença de espécies como a araponga, destacando o seu canto que imita o trabalho de um ferreiro, a seriema, tucano e a codorna. O Parque apresenta vegetação característica dos campos de altitude (campos cerrados), com áreas apresentando diferentes composições florísticas.

Aspectos Relevantes
No Parque, já foram localizadas e catalogadas mais de uma dezena de cachoeiras de grande beleza e saltos extraordinários, emoldurados por matas ainda intocadas. Dentre as cachoeiras tem-se: Cachoeira do Jajai, do “S” Verde, do Espirro, do Coração, do Sinvaldo, Bico do Urubu, Encontro das Águas, Cadeiras da Natureza, do Tucano, do Portal. Têm-se ainda as trilhas de acesso às cachoeiras e mirantes que oferecem uma visão ampliada do Parque e a belíssimas paisagens de serras e vales.

Principais Conflitos Ambientais
Devido ao fato de o Parque encontrar-se totalmente regularizado fundiariamente e graças ao trabalho de fiscalização e educação ambiental dos guardas-parque, os conflitos relacionados à caça, desmatamento e exploração agrícola praticamente inexistem dentro do Parque. Em seu entorno, porém, ainda existem ameaças de impactos ocasionadas pelos proprietários de fazendas (caça, desmatamento e plantio em áreas de preservação permanente). A ameaça de exploração mineral, principalmente de ouro, é uma constante dentro e fora do Parque.