Inema realiza debate sobre comunidades quilombolas

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema),  por intermédio da Diretoria de Unidade de Conservação (DIRUC) promoveu, na tarde da última sexta-feira (12), um encontro visando discutir sobre a Comunidade Quilombola de Dandá, situada em Simões Filho/BA, que está previsto no Termo de Compromisso de Compensação Ambiental (TCCA) N° 002/2016, firmado entre a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), e a Lafarje Brasil S/A, no qual apresentaram a palestra com o tema: “Planejamento e organização territorial participativa”.

Um dos coordenadores do evento, Josué Calmon, técnico da DIRUC apresentou quais serão os resultados esperados com a ação na comunidade quilombola. “O trabalho será realizado de forma participativa com a comunidade, envolvendo a produção de materiais didáticos, mapas, etnomapeamento, diagnósticos de uso e ocupação do território, além de oficinas de planejamento territorial, educação ambiental, agroecologia, patrimônio cultural e turismo de base comunitária, entre outros… Na perspectiva de contextualizar a situação atual e projeção de cenários futuros para o território”, salientou Calmon.

Compondo a mesa estavam a diretora da DIRUC, Jeanne Sofia, Cláudio Bonfim, representando o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Sandra Santos, líder da comunidade quilombola de Dandá, e o geógrafo Renato Reis, palestrante do evento.

Segundo Renato, “a programação teve como objetivo apresentar  um esboço inicial do planejamento que será apresentado para a comunidade quilombola, esclarecer, classificar e identificar os conflitos territoriais existentes e potenciais futuros no contexto geográfico da comunidade, visando um plano de desenvolvimento que pense na comunidade no processo territorial, social e político, visto que haverá uma educação legislativa”.

A realização do planejamento territorial em comunidade se configura como uma experiência pioneira no âmbito da gestão de Unidades de Conservação da Bahia e possibilitará compatibilizar as realizações da população tradicional com o uso sustentável dos recursos naturais e seus espaços territoriais, conjugados à gestão da UC.