Proteção da fauna silvestre da Lagoa Grande é tema de reunião entre Inema e OAB

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) realizou no dia 07/02, reunião com representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/ Subseção Feira de Santana) para tratar de medidas com a finalidade de garantir a segurança e bem estar dos animais silvestres que vivem na Lagoa Grande, situada na cidade de Feira de Santana.

O encontro, que aconteceu na UR Portal do Sertão – sede regional do Instituto em Feira de Santana – foi motivado pela ocorrência de maus tratos e tortura a um dos jacarés habitantes da lagoa, fato que chegou ao conhecimento público através de vídeos veiculados na imprensa.

O Coordenador Regional do Inema, Messias Gonzaga, abriu a reunião agradecendo a presença de todos, explicou o motivo e pauta da reunião, apresentou um breve histórico sobre a presença de jacarés e outros animais silvestres na Lagoa Grande, e das providências tomadas pelo órgão logo que se iniciou a obra de requalificação daquele importante manancial.

Com experiência acumulada no trato com animais silvestres, o coordenador do Zoológico de Salvador, Vinícius Dantas, trouxe a tona importantes esclarecimentos sobre os hábitos não só dos jacarés, mas de outros animais que ali frequentam. “Os jacarés não são “intrusos” na lagoa, ao contrário, estes animais são habitantes naturais de brejos, mangues, lagoas, riachos e rios, com registros em várias regiões do Brasil e principalmente do nosso estado. A espécie jacaré-de-papo-amarelo é um dos mais tímidos e menores entre os crocodilianos e pouco se tem notícia de incidentes com pessoas”, ressaltou.

O Diretor de biodiversidade do Inema, Valdemilton Vieira elogiou a atitude da OAB pela solicitação de abertura do processo e informou que encaminhará para mesma uma resposta ao ofício n° 001/2018 contemplando as manifestações e sugestões desta reunião. “É fundamental o envolvimento de entidades e órgãos que representam os interesses da sociedade, demonstrando preocupação com o ocorrido e buscando formas de proteção para os animais que habitam aquela lagoa”.

A representante da OAB, Dra Carolina Busseni, informou que a entidade, de imediato, solicitou providências policiais para identificar e punir os responsáveis pelo crime ambiental previsto na lei 9.605 Art. 1°.

Diante do exposto várias sugestões foram apresentadas pelos participantes como medidas preventivas e de segurança para os animais e para as pessoas que frequentam aquele espaço de lazer, a exemplo de: Cercamento da lagoa; Colocação de placas informativas e educativas; Promoção de eventos educativos com a população ribeirinha e visitantes sobre a importância da manutenção e convivência harmoniosa com os animais da lagoa, dentre outros.