Especialistas em gestão dos recursos hídricos do Nebraska visitam a Bahia para troca de experiências

Aconteceu na manhã desta segunda-feira (26), no auditório da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura do estado da Bahia (26/02), a abertura do Seminário Internacional de Pesquisa Cientifica sobre a gestão dos recursos hídricos do estado. A programação servirá para nortear a visita de técnicos especialistas em gestão dos recursos hídricos do Nebraska. A troca de experiência visa contribuir para o aperfeiçoamento de sistemas de governança dos recursos hídricos na agricultura, em especial no Oeste da Bahia, permitindo que a agricultura irrigada amplie sua contribuição para a produção de alimentos e o desenvolvimento socioeconômico.

O secretário de Meio Ambiente da Bahia, Geraldo Reis classificou como positiva a realização do evento, principalmente por tratar da socialização de informações de um estudo que está sendo realizado em parceria com o governo do Estado, com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) e a Universidade Federal de Viçosa (MG). “É um estudo que visa conhecer o potencial hídrico do aquífero  Urucuia, portanto essas informações, essa base técnica  e cientifica é de fundamental importância para o planejamento e gestão dos recursos hídricos do estado da Bahia. Nós teremos um conjunto de informações técnicas científicas que permitirão um diálogo absolutamente transparente com os agentes econômicos e agentes da sociedade civil, a cerca de quais as melhores opções para o uso das águas no oeste da Bahia e no estado como um todo”, afirmou o secretário.

Participando também da abertura das atividades, a diretora do Instituto do meio Ambiente e Recursos Hídricos, Márcia Telles comentou sobre os trabalhos realizados quando a equipe técnica do Inema foi bem recepcionada no estado do Nebraska, nos Estados Unido, durante o Water for Food Global Conference 2017, evento que aconteceu entre os dias 05 e 12 de abril de 2017.  “Nos Estados Unidos nós fomos extremamente bem recepcionados e tivemos a oportunidade de conhecer a forma como eles conduzem a gestão de recursos hídricos, isso para exerce a gestão dos recursos hídricos do estado da Bahia foi de extrema importância, ainda que tenhamos realidades diferentes”, disse a diretora ao recepcionar a equipe durante a abertura do evento.

O professor e coordenador do Convênio AIBA/Prodeagro-UFVE, verardo Mantovani, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), enalteceu a oportunidade de discutir uma parceria com diversos órgãos interessados em qualificar ainda mais a gestão dos recursos hídricos baiano. “Dentro do trabalho que nós estamos desenvolvendo em parceria com a Aiba, governo da Bahia, a Universidade Federal de Viçosa, entre outras instituições, a preocupação é de desenvolver um estudo que tenha corpo para ajudar nessa gestão de recursos hídricos que é tão importante para a Bahia, principalmente o Oeste do estado. Esse evento é exatamente uma oportunidade da gente discuti esses sistemas com a participação de uma equipe de alto nível”, disse o professor, lembrando também da importância do Inema no contexto do evento. “A gente sabe que o Inema é a participação chave nesse processo e estamos integrando todos os resultados e todas as analises que vão ser discutidas antes para que o resultado traga tranquilidade e não mais conflitos”, finalizou.

“Pretendemos trazer para o oeste da Bahia, e que tem um cenário bastante semelhante ao dos americanos. A região abriga boa parte do Sistema Aquífero Urucuia”, essa é a expectativa de Christopher M. U. Neale, professor e diretor Científico do Instituto Water for Food da Universidade do Nebraska que faz parte da comitiva norte americana. Neale, que também é coordenador do Projeto AIBA-UFV, afirma que é importante utilizar a experiência de sucesso que os produtores e a universidade de Nebraska adquiriram durante anos de pesquisas e investimentos em tecnologia e modelos de gestão.

Ainda segundo Christopher, Nebraska possui 3,5 milhões de ha irrigados, em sua maioria com captação de águas subterrâneas, com um modelo de gestão local, de autogestão, onde os usuários e os demais atores sociais definem as regras.

“A pesquisa visa gerar um modelo numérico do aquífero que permita simular cenários dos volumes de água, em variados períodos seja de estiagem ou de grande precipitação. Demonstrando a real potencial hídrico da região. Outro ponto é a segurança quando se tem o balanço entre a disponibilidade e as demandas, para o desenvolvimento de políticas públicas, planejamento e o desenvolvimento de projetos nos mais diversos segmentos da economia, seja pra irrigação, indústria, abastecimento”, concluiu o professor.

Também marcou presença na cerimônia de abertura o Secretário da Agricultura do Estado, Vitor Bonfim, além de especialistas em gestão de recursos hídricos da Bahia e de Nebraska.