Programa Bahia Sem Fogo intensifica combate à incêndio em Saúde, região Norte do Estado

As ações de combate ao incêndio que atinge a Serra Santa Cruz, próximo às margens da barragem de Pindobaçu, continuam. Foram lançados no local, 18 bombeiros militares e 20 brigadistas, que contam com suporte logístico de 03 aviões Airtractors e 01 helicóptero, equipados com lançamentos de água de bambi bucket (bolsa que carrega água), 02 vans para transporte dos Bombeiros e Brigadistas e 04 Pickups. Apesar do empenho para combate ao incêndio na Serra, desde a última quinta-feira (08) quando o fogo atingiu 6,7 km de extensão, o fogo continuou a se expandir.

O Governo do Estado, através da SEMA, já investiu cerca de R$ 4,5 milhões no combate ao incêndio no Estado, somente este ano. Uma das áreas do incêndio, na fazenda Misteriosa, está controlado. As informações são do Corpo de Bombeiros Militares da Bahia (CBMBA), da Secretaria do Meio Ambiente (Sema) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema). O comitê do Bahia Sem Fogo, com atuação do secretário do Meio Ambiente, Geraldo Reis, da diretora do Inema, Márcia Telles, e do Coronel Francisco Telles, do Corpo de Bombeiros, monitora as ações dos coordenadores de área, garantindo o suporte necessário à agilidade logística, fiscalização e combate dos incêndios.

De janeiro a março, o município de Saúde já registrou quatro focos de incêndio, três deles já controlados, o último, na fazenda Misteriosa. O quarto foco de incêndio, que ainda persiste na Serra Santa Cruz, ganhou grandes proporções devido à vegetação muito seca e o terreno acidentado, o que dificulta o combate terrestre. O incêndio começou no dia 05 de março e ainda não é possível afirmar a extensão da área afetada ou a causa do incêndio, que esta sendo investigada. O Bahia Sem Fogo convoca os brigadistas, que possam ajudar, a se deslocarem até a Barragem de Pindobaçu, para se engajarem no combate.

Segundo Diogo Rios Amaral, Coordenador da Unidade Regional Piemonte da Diamantina, a maioria dos incêndios na região é de ação criminosa, relacionados aos desmatamentos ilegais ou limpeza de pastos, onde o fogo é utilizado como agente de limpeza. “Mesmo que os responsáveis não tenham a intenção de queimar grandes áreas não é possível controlar o fogo, que alcança áreas de matas e ganha grandes proporções. Nos últimos 15 dias, já aplicamos vinte autos de infração, além de notificações. Em todos os casos, os responsáveis pelos incêndios foram identificados e punidos”, afirmou Rios.

No momento, quatro equipes do Inema atuam na fiscalização das áreas de incêndio. Com base nos dados levantados no monitoramento aéreo, a equipe identifica os responsáveis e aplica as sanções previstas em lei. As equipes atuam também na articulação e inclusão social, realiza visitas e reuniões com os gestores municipais, associações e sindicatos rurais, além de entrevistas aos meios de comunicação para garantir ações de mobilização e educação ambiental, além de articular apoio aos combates em parceria com o Corpo de Bombeiros Militares do Estado da Bahia.