Caminhada ecológica ressalta as riquezas do Parque São Bartolomeu

Incentivar a preservação, cultura, turismo e a educação ambiental em um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica do município de Salvador. Este foi o objetivo da Caminhada Ecológica no Parque São Bartolomeu, realizada na manhã desta segunda-feira (31). A ação é uma iniciativa do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) em parceria com a Empresa Baiana de Saneamento (Embasa), a Secretaria Cidade Sustentável (prefeitura de Salvador), a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado (Conder) e contou com a presença da Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro Ameríndia.

Para a coordenadora de Interação Social do Inema, Maísa Flores, a caminhada faz parte de uma série de ações para valorização do parque. “Conseguimos mobilizar estudantes de escolas públicas, lideranças, gestores ambientais e moradores do entorno, todos com o propósito de contribuir para a recuperação deste ecossistema. Precisamos inseri-lo no cotidiano da cidade”, pontuou.

Criado pelo Decreto Municipal 5363 de abril de 1978, o Parque está implantado na Área de Proteção Ambiental Bacia do Cobre /São Bartolomeu, importante reserva natural onde se inclui: floresta ombrófila densa, ambientes fluvio-marinhos, pântanos, manguezais, rios e cascatas, além de importante reserva de água potável, parte integrante do sistema de abastecimento local.

Segundo o gestor ambiental e integrante da Associação dos Amigos do Parque São Bartolomeu, Silvio Ribeiro, o parque possui um grande potencial ecológico, turístico e cultural. “É necessário que a população se aproprie deste espaço, e que conheça sua riqueza ambiental e histórica, uma referência para as religiões de matriz africana, foi no parque que existiu o Quilombo dos Urubus, aqui também se deu uma das mais importantes batalhas pela Independência da Bahia”, destacou.

A Assistente Social da Embasa, Anildes Cruz, ressalta que é preciso incentivar atividades e desmistificar a população quanto à violência no local. “Claro que não podemos desconsiderar a violência, mas este não é um problema exclusivo do parque, toda a cidade sofre com a falta de segurança. Não podemos vislumbrar esta questão como impedimento de utilização deste espaço, é fundamental que a sociedade vivencie as belezas naturais e as atividades desenvolvidas aqui”.